
Neste projeto de loteamento para classe média-baixa, a gleba apresentava uma topografia acidentada, e se localizava numa área pouco ocupada, com presença abundante de mata nativa. Além disso, a gleba ficava na esquina da av. João de Oliveira Remião, bastante movimentada, com outra rua de caráter local. A proposta do projeto foi criar junto à av. João de Oliveira Remião uma espécie de “filtro”, uma faixa de comércio que serve tanto ao loteamento quanto ao entorno próximo, e que faz uma transição suave entre a avenida de trânsito intenso e o loteamento, caracterizado por ruas e espaços mais tranquilos. Além disso, a área destinada aos prédios de apartamentos foi situada nas partes mais altas da gleba e junto das vias limítrofes, deixando-se os lotes de residências unifamiliares na parte mais interna do loteamento, mais afastadas dessas vias principais. Na face norte da gleba, foi proposta uma área de preservação, evitando que as ruas do loteamento acabem junto à mata nativa de fora da gleba, o que poderia ocasionar problemas de ocupação irregular desta. O sistema viário é composto por duas vias principais, mais extensas, cortadas por várias vias de uma quadra. As vias apresentam um desenho sinuoso, adequando-se à topografia para que sempre tenham a menor inclinação possível.